Benefícios da Glutamina

Recuperação muscular, reforço do Sistema imunológico, anticatabolismo. Estes são alguns dos benefícios da glutamina mais conhecidos pelos consumidores. Junto à whey protein, creatina e BCAAs, compõe a suplementação essencial de diversos atletas e praticantes de atividades físicas.
  

O que é glutamina?

 
A glutamina é o aminoácido mais abundante encontrado na corrente sanguínea e no tecido muscular. Sabemos que durante treinos intensos, nosso corpo acaba consumindo os estoques de glutamina [1]. Com estoque debilitados, o desempenho físico é prejudicado. Um aminoácido condicionalmente essencial, a glutamina é utilizada pelo corpo em grandes quantidades [2].
  

Benefícios da glutamina

 
Geralmente, a suplementação com l-glutamina é utilizada sempre por quem quer perder peso ou ganhar massa muscular. Com o avanço da ciência e dos estudos, outros benefícios da glutamina vem sendo explorados, e incluem: melhora da saúde digestiva e do cérebro, aumento da performance esportiva além de benefícios gerais para a saúde do organismo.
 

  1. Melhora a saúde do sistema digestório: se você sofre de algum tipo de problema relacionado ao sistema digestório como síndrome do intestino irritável, diverticulite, intestino poroso ou algum tipo de patologia associada, você pode se beneficiar da suplementação com l-glutamina, já que é um nutriente essencial para o reparo das paredes intestinais e necessário constantemente [3]. Um estudo publicado no periódico Clinical Immunology mostrou que a l-glutamina normaliza os efeitos da resposta imune do TH2 que estimula a produção de citocinas inflamatórias [4].
     
    Curiosidade: Hans Adolf Krebs, responsável por detalhar o ciclo de Krebs, já indicava o uso da l-glutamina para a melhora da saúde intestinal.
     
    Durante períodos de catabolismo, a glutamina é um importante nutriente para manutenção do intestino, que utiliza o aminoácido como substrato para manutenção da integridade da mucosa intestinal. Se os estoques de glutamina diminuem, há risco de enfraquecer a barreira responsável por conter as bactérias comensais no lúmen do intestino [5,6,7,8,9,10].
  2.  

  3. Auxilia na melhora da saúde do cérebro: a glutamina é um precursos do neurotransmissor glutamato, e por isso, é importante para a saúde do cérebro. Em 2010, um estudo [11] demonstrou que uma interrupção no ciclo glutamina-glutamato pode levar à uma série de patologias, incluindo a Síndrome de Reye, epilepsia, ansiedade, depressão entre outros.
  4.  

  5. Glutamina e a síndrome do intestino irritável: se você sofre de sintomas relacionados a esta condição, saiba que a glutamina pode amenizar os sintomas já que balanceia a produção de muco, resultando em movimentos saúdaveis do trato gastro-intestinal [12].
  6.  

  7. Recuperação muscular e anticatabolismo: durante a prática de exercícios intensos, colocamos nosso corpo sob grande estresse. O resultado, é um cenário catabólico, onde o organismo tende a consumir o tecido muscular em prol da geração de energia. Neste momento, a demanda por glutamina na circulação é aumentada para ser utilizada primariamente como fonte de energia, protegendo a massa magra [13].
  8.  

  9. Benefícios da glutamina na performance esportiva: uma das principais funções da l-glutamina em nosso organismo é a de detoxificação, auxiliando o corpo a excretar amônia. Ela age como tampão, convertendo o excesso de amônia em outros aminoácidos, amino-açúcares e uréia [14].
     
    Uma hora de exercícios físicos são equivalentes a uma redução de 40% dos estoques de glutamina do corpo – por isso, a suplementação com glutamina é importante para manter os níveis do aminoácido balanceados.
  10.  

  11. Hidratação celular: a glutamina tem papel fundamenal na hidratação celular e absorção da leucina. Em outras palavras, sem glutamina suficiente, as células tendem a diminuir e entrar em estado catabólico. Além disso, a presença de gltuamina é essenciail para regulação do mTOR [15].
  12.  

  13. Glutamina e o sistema imunológico: sabemos que muitas das células do sistema imunológico utilizam a glutamina em grandes quantidades. Mais recentemente, a utilização da glutamina pelo organismo foi relacionada à atividades do sistema imunológico como a proliferação, apresentação de antigénios, produção de citocinas, fagocitose entre outros [16].

  

Alimentos ricos em glutamina

 
Além da suplementação com glutamina, há formas de obter este aminoácido através de alguns alimentos [17]:
 

Ovos:
 
4.4%

Carne-vermelha:
 
4.8%
Leite:
 
8.1%
Tofu (Soja):
 
9.1%
Arroz Branco:
 
11.1%
Milho:
 
16.2%

  
A forma mais prática de se obter esse aminoácido é sem dúvidas o uso da l-glutamina pura. Diversos praticantes de atividades físicas utilizam a l-glutamina após os treinos junto à whey protein ou até mesmo a creatina para obter os melhores resultados na recuperação e ganho de massa muscular.
 
A glutamina pode ser utilizada pela maioria das pessoas, sem restrições, porém, é sempre importante lembrar que este artigo é apenas informativo e não substitui a consulta com um nutricionista. Na consulta, o nutricionista e/ou médico pode detectar carências nutricionais específicas de cada organismo – por isso é imprecindível o acompanhamento especializado antes de iniciar um novo plano alimentar com o consumo de suplementos.
 
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Referências Bibliográficas:

[1] Keast D, et al. Depression of plasma glutamine concentration after exercise stress and its possible influence on the immune system. Med J Aust, 162;1:15-18.

[2] Lacey et al. Is glutamine a conditionally essential amino acid? Nutrition Reviews.

[3] Van der Hulst et al. Glutamine and the preservation of gut integrity. Lancet, London.

[4] Chang et al. Effect of glutamine on Th1 and Th2 cytokine responses of human peripheral blood mononuclear cells. Clinical Imumnology.

[5] Deitch et al. Effect of stress and trauma on bacterial translocation from the gut. The Journal of Surgical Research.

[6] Deitch et al. Endotoxin promotes the translocation of bacteria from the gut. Archives of Surgery.

[7] Said et al. Transport characteristics of glutamine in human intestinal brush-border membrane vesicles. The American Journal of Physiology.

[8] Pietsch et al. Burn injury alters intestinal glutamine transport. The Journal of Surgical Research.

[9] Salloum et al. Brush border transport of glutamine and other substrates during sepsis and endotoxemia. Annals of Surgery.

[10] Sarantos et al. Glucocorticoids regulate glutaminase gene expression in human intestinal epithelial cells. The Journal of Surgical Research.

[11] Albrecht et al. Roles of glutamine in neurotransmission. Neuron glia Biology.

[12] Huffman et al. L-glutamine supplementation improves nelfinavir-associated diarrhea in HIV-infected individuals. HIV Clinical Trials.

[13] Souba et al. Effects of glucocorticoids on glutamine metabolism in visceral organs. Metabolism: clinical and experimental.

[14] Shen et al. 15N-NMR spectroscopy studies of ammonia transport and glutamine synthesis in the hyperammonemic rat brain. Developmental Neuroscience.

[15] Fumarola et al. Amino acid signaling through the mammalian target of rapamycin (mTOR) pathway: Role of glutamine and of cell shrinkage. Journal of cellular physiology.

[16] Newsolme. Why is L-glutamine metabolism important to cells of the immune system in health, postinjury, surgery or infection? The Journal of Nutrition.

[17] Lenders et al. Evaluation of a novel food composition database that includes glutamine and other amino acids derived from gene sequencing data. European Journal of Clinical Nutrition.